Participação das mulheres em atividades acadêmicocientíficas de Análise do Comportamento no Brasil

Carolina Laurenti, Letícia Stephane de Jesus, Larissa Nazario Nogueira, Sarah Corrêa de Sales, Isabelle Wunsche Risolia, Bruno Angelo Strapasson

Resumen


O objetivo deste estudo foi avaliar a participação de mulheres na Análise do Comportamento no Brasil, por meio do exame de diferentes categorias representativas da carreira e produção acadêmicas: 1) egressos de programas de pós-graduação stricto sensu em Análise do Comportamento, 2) publicações em periódicos da área, 3) docência em programa de pós-graduação stricto sensu, 4) editoria em revistas científicas da área e 5) bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq. Os resultados sugerem que a participação feminina diminui com o aumento da seletividade da posição. O percentual de mais de 70% de mulheres formadas nos programas de pós-graduação stricto sensu em Análise do Comportamento não é mantido quando se avança para autoria de artigos em periódicos científicos (60%), docência (51,20%), editoria de periódicos científicos (39,02%) e bolsas de produtividade em pesquisa (32%). Mesmo que a desigualdade entre os gêneros não seja a única explicação para os achados, a hipótese de “teto de vidro” não pode ser, de antemão, rejeitada diante dos dados obtidos. Em vista disso, destaca-se a importância de se implementar uma política científica de identificação de contingências discriminatórias entre os gêneros no ambiente acadêmico-científico, de modo que assimetrias pautadas na desigualdade entre homens e mulheres não sejam perpetuadas.


Palabras clave


Ciência, gênero, Análise do Comportamento, desigualdade, política científica.

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