CARACTERIZAÇÃO DO LODO AUTOTRÓFICO DE SISTEMAS DE LODO ATIVADO GERADO A PARTIR DE DIFERENTES SUBSTRATOS

Alice Rocha de Souza, Adrianus Cornelius van Haandel, Paula Frassinetti Feitosa Cavalcanti

Resumen


A associação de pré-tratamento anaeróbio, por exemplo reator UASB, a sistemas de lodo ativado tem sido objeto de estudos e vem sendo aplicada no tratamento de águas residuárias. No entanto, sistemas de lodo ativado alimentados com diferentes substratos, por exemplo esgoto bruto ou digerido, podem gerar lodo biológico com características mecânicas e biológicas também diferentes. A fim de avaliar as características do lodo autotrófico gerado a partir de diferentes substratos, foi realizada uma investigação experimental, onde foram operados três sistemas de lodo ativado do tipo RBS, alimentados com esgoto bruto, esgoto digerido e substrato amoniacal. O desempenho dos sistemas foi avaliado quanto a remoção de sólidos suspensos, material orgânico e nitrogenado, sedimentabilidade e atividade biológica do lodo. Para avaliação das características mecânicas e biológicas do lodo foram utilizados o Índice Volumétrico de Lodo (IVL) e a Taxa de Consumo de Oxigênio (TCO). Os resultados mostraram que os três sistemas foram igualmente eficientes na remoção de matéria orgânica (DQO) e sólidos suspensos (SST), com remoção mínima de DQO de 83% e 91% de SST. A sedimentabilidade do lodo foi considerada boa e mediana para os sistemas alimentados com esgoto bruto e esgoto digerido, respectivamente. No entanto, o lodo autotrófico gerado nos três sistemas de lodo ativado não apresentaram boa atividade biológica, com valores da taxa máxima de crescimento específico das Nitrossomonas (m) de 0.31 dia-1 e 0.21 dia-1 respectivamente para os sistemas alimentados com esgoto bruto e com substrato amoniacal e, ausência de nitrificação no sistema alimentado com esgoto digerido.

Palavras chave: tratamento de esgoto; lodo ativado; respirometria; lodo autotrófico.

 


Palabras clave


tratamento de esgoto; lodo ativado; respirometria; lodo autotrófico.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2015.8.1.48446