REGIONALIZAÇÃO DA VAZÃO Q95% NA AMAZÔNIA

Calina Grazielli Dias Barros, Claudio José Cavalcante Blanco, Francisco Carlos Lira Pessoa, Evanice Pinheiro Gomes, Laila Rover Santana

Resumen


Estudos que visam estimar vazões em bacias hidrográficas não monitoradas, são de grande importância para a gestão e planejamento dos recursos hídricos. A regionalização de vazões é uma das alternativas para a obtenção dessas informações. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo propor modelos regionais que permitam determinar vazões mínimas de referência Q95% na Amazônia. Esses modelos foram desenvolvidos por intermédio de análise de regressão múltipla, em que a Q95% foi explicada em termos de área de drenagem, precipitação anual média e comprimento do rio principal. Conjuntamente, o método “Jack-Knife cross validation” foi utilizado na avaliação do desempenho dos modelos regionais. Os índices de desempenho apresentaram valores de NASH superiores a 0.60 e erros (ɛ%) inferiores a 10% para todos os casos, indicando um ajuste de bom a aceitável. Dos 22 modelos regionais definidos, o modelo linear foi o mais adotado, representando 45.5% do total, da mesma maneira que os modelos logarítmico (27.3%), potencial (22.7%) e exponencial (4.5%). Em contrapartida, o modelo cúbico não apresentou resultados satisfatórios quando comparado aos outros modelos. Portanto, esses modelos podem ser utilizados em grande parte da região amazônica para estimativa de Q95% em função das características físico-climáticas de bacias hidrográficas sem dados de vazão.


Palabras clave


regressão múltipla, características físico-climáticas, bacias hidrográficas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2019.12.1.59165