Messiânismo e democracia em Walter Benjamin: leituras entre a Europa e a América Latina
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Esta contribuição será estruturada da seguinte forma: Primeiro, para compreender ade-quadamente a concepção da História subjacente a este texto – que se centra no conceito de “redenção” (Rettung) –, tentaremos analisar primeiro a sua concepção da “crítica como mortificação das obras” e a sua diferença em relação à “crítica da ideologia” da primeira geração da Escola de Frankfurt (Marcuse em particular). Esta passagem é essencial porque Benjamin é frequentemente interpretado como um autor próximo desta escola, enquanto se a fasta consideravelmente de la no que diz respeito aos seus pressupostos filosóficos, metodológicos e, portanto, políticos. Em segundo lugar, analisaremos as consequências desta concepção da crítica, quando aborda a história e especialmente o conceito de “pro-gresso”. Segundo Benjamin, de fato, a “redenção” não ocorre no culminar de um progresso constante e interminável em direção ao melhor (Kant), mas através de uma interrupção ca-tastrófica da história: cada “segundo é a portinha pela qual o Messias pode entrar”, ou seja, cada momento histórico contém o potencial para uma mudança radical. Em terceiro lugar, analisaremos a relação dessa “revolução copernicana” na forma de pensar a história sobre a concepção do materialismo histórico, comparando duas interpretações da politicidade inerente a esse escrito, a de Jürgen Habermas e a de Michael Löwy. Por último, em quarto lugar, tentaremos extrair as consequências do nosso discurso, questionando a pertinência do conceito benjaminiano de crítica social e política no que diz respeito à possível ligação entre democracia e messianismo nas sociedades modernas (secularizadas).
Detalhes do artigo
Citas en Dimensions Service
Referências
"Adorno, Theodor W. 2005. Minima Moralia: Reflections on a Damaged Life.
London/New York: Verso Books."
"Agamben, Giorgio. 1988. “Language and History in Benjamin.” Differentia:
Review of Italian Thought 2 (Article 13): 169-183."
"Agamben, Giorgio. 2007. Infancy and History: On the Destruction of Expe-
rience. London/New York: Verso Books."
"Arditi, Benjamín. 2007. Politics on the Edges of Liberalism. Difference,
Populism, Revolution, Agitation. Edinburgh. Edinburgh University Press."
"Arditi, Benjamín. 2016. “Il populismo come egemonia e come politica?
La teoria del populismo di Ernesto Laclau”. Il Ponte, anno lxxii n. 8-9,
agosto-settembre: 19-43."
"Benjamin, Walter. 1994. The Correspondence of Walter Benjamin, 1910-
Edited by Theodor W. Adorno and Gershom Scholem. Chicago:
The University of Chicago Press."
"Benjamin, Walter. 1996. Selected Writings. Volume 1: 1913-1926. Edited by
Marcus Bullock and Michael W. Jennings. Cambridge, ma: The Belknap
Press of Harvard University Press."
"Benjamin, Walter. 2002. The Arcades Project. Edited by Howard Eiland and
Kevin McLaughlin. Cambridge, ma: Belknap Press of Harvard University
Press."
"Benjamin, Walter. 2006. Selected Writings. Volume 3: 1935-1938. Edited by
Howard Eiland and Michael W. Jennings. Cambridge, ma: The Belknap
Press of Harvard University Press."
"Benjamin, Walter. 2008. Tesis sobre la historia y otros fragmentos. Intro-
ducción y traducción de B. Echeverría. México, D.F.: Editorial Ítaca."
"Benjamin, Walter. 2019. The Origin of German Trauerspiel. Edited by Howard
Eiland. Cambridge, ma: Harvard University Press."
"Caygill, Howard. 1998. Walter Benjamin: The Colour of Experience. London:
Routledge."
"de Fontenelle, Bernard Le Bovier. 1970. “A Digression on the Ancients and Mo-
derns.” In The Continental Model, edited by Stephen Elledge and Donata
Schier, 358-372. Ithaca: Cornell University Press."
"Derrida, Jacques. 1992. “Force of law: the ´mystical foundation of authori-
ty´”, in Drucilla Cornell et al. (eds), Deconstruction and the Possibility of
Justice, London and New York: Routledge: 3-67."
"Derrida, Jacques. 1994. Specters of Marx, London and New York: Rout-
ledge."
"Derrida, Jacques and Elizabeth Roudinesco. 2004. For What Tomorrow…,
Stanford, ca: Stanford University Press."
Dussel, Enrique. 2007. 20 tesis de política. México: Siglo xxi.
"Dussel, Enrique. 2013. “Entrevista.” Metapolítica 81 (abril-junio): 104-110.
También en Círculo de Poesía. Revista electrónica de literatura, Año 4,
semana 14, abril."
"Dussel, Enrique. 2018. “Walter Benjamin y el mesianismo.” La Jornada,
miércoles 1 de agosto."
"Eiland, Howard, and Michael W. Jennings. 2014. Walter Benjamin: A Critical
Life. Cambridge, MA: Belknap Press of Harvard University Press."
Frischeisen-Köhler, Max. 1920. “Georg Simmel.” Kant-Studien 24: 1-51.
"Ginzburg, Carlo. 1989. Clues, Myths and the Historical Method. Baltimore:
Johns Hopkins University Press."
Gorz, André. 2011. Critique of Economic Reason. New York: Verso Books.
"Habermas, Jürgen. 1979. “Consciousness-Raising or Redemptive Criticism:
The Contemporaneity of Walter Benjamin.” New German Critique 17
(Spring): 30-59."
"Habermas, Jürgen. 1984. The Theory of Communicative Action. Volume 1:
Reason and the Rationalization of Society. Boston: Bacon Press."
Illich, Ivan. 1973. Tools for Conviviality. New York: Harper & Row
"Lijester, Thijs. 2012. “Walter Benjamin’s Concept of Critique.” In Conceptions
of Critique in Modern and Contemporary Philosophy, edited by Karin
de Boer and Ruth Sonderegger, 156-174. London: Palgrave Macmillan.
https://doi.org/10.1057/9780230357006_10"
"Löwy, Michael. 2005. Fire Alarm: Reading Walter Benjamin’s “On the Con-
cept of History”. New York: Verso Books."
"Lukács, György. 1962. The Meaning of Contemporary Realism. London:
Merlin Press."
"Mele, Valeria. 2015. “‘At the Crossroad of Magic and Positivism’: Roots of an
Evidential Paradigm through Benjamin and Adorno.” Journal of Classical
Sociology 15 (2): 139-153."
"Menninghaus, Winfried. 1986. Schwellenkunde: Walter Benjamins Passage
des Mythos. Frankfurt a.M.: Suhrkamp"
"Scholem, Gershom, and Walter Benjamin. 1982. The Story of a Friendship.
London: Faber."
"Tiedemann, Rolf. 1983. Dialektik im Stillstand. Versuche zum Spätwerk
Walter Benjamins. Frankfurt a.M.: Suhrkamp."
Wolin, Richard. 1994. Walter Benjamin: An Aesthetic of Rede