Mulheres no pódio: refletindo a equidade de gênero nas olimpíadas de química do Brasil

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Quézia Raquel Ribeiro da Silva
Francisco Ferreira Dantas Filho
Nilce Viana Gramosa Pompeu de Sousa Brasil
Maria José de Filgueiras Gomes
Sérgio Maia Melo

Resumo

Entendendo a importância de garantir, no âmbito científico, equidade de oportunidades para todos, propomos este estudo objetivando refletir o número de meninas medalhistas ao longo dos anos nas competições: Olimpíada Internacional de Química, Olimpíada Brasileira de Química, Olimpíada Brasileira de Química Júnior e Olimpíada Norte/Nordeste de Química, bem como pontuarmos a relevância da Olimpíada Feminina de Química (Quimeninas) enquanto caminho para a inserção de mulheres na ciência. Em atenção aos dados alcançados, compreendemos que, historicamente, o número de meninas premiadas em todas as competições citadas tem sido inferior ao de meninos, fato que evidencia a necessidade de políticas públicas que estimulem a participação e interesse feminino pela ciência. Nesse cenário, reconhecemos a Olimpíada Quimeninas como importante movimento para a promoção da equidade de gênero no contexto científico, impulsionando o envolvimento ativo de meninas e mulheres na construção de conhecimentos químicos e na superação de estereótipos que regulamentam a imagem dos/as cientistas e materializam exclusões. Concluímos que, embora relevante e necessária, o fortalecimento da Quimeninas deve ocorrer em associação a outras ações que incentivem a participação do público feminino nas demais competições, haja vista a necessidade de garantir a todos os públicos a mesma projeção e oportunidades no cenário competitivo.

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Referências

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